Fernando Sousa

Personal Fitness Coach


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Paris-Roubaix, 2008

A história do ciclismo é marcada pelo sofrimento, pela entrega e pelo enorme sacrifício dos seus praticantes. Criadora de lendas, capaz de transformar o mais simples e humilde dos homens em mito, é certamente o mais épico dos desportos.

Falar de sofrimento, de jornadas épicas, é falar no já centenário Paris – Roubaix, também conhecido por “inferno do norte”.

É uma prova clássica do ciclismo, teve o seu começo a 19 de Abril de 1896 e foi criada pelo industrial Théodore Vienne. Da linha de partida em frente ao café “Gillet” em Paris, às 5h30 partiram 45 profissionais e 6 amadores. Às 14h40 a “Union des Trompettes de Roubaix” anunciaram a aproximação do primeiro corredor. Ao entrar no velódromo o vencedor foi acolhido pelos sons da Marselhesa, tocada pela “Société Musicale du Vélodrome”. Após nove horas e dezassete minutos o alemão Josef Fisher, entrou para a galeria dos heróis do ciclismo ao vencer esta prova. Somente 13 minutos depois surgiu o segundo classificado, o dinamarquês Charles Meyer.

No livro “Paris – Roubaix, La classique du 20 siècle”, escrito para celebrar o centenário da prova, podemos ver toda a sua história. Descobrimos que em 1957 um português também mereceu fazer parte dessa história. Não ganhou, mas o valor da sua participação mereceu a distinção de ser lembrado e registado nas suas páginas. O seu nome é Alves Barbosa.

Nos dias de hoje, muito mudou, a partida passou para Compiègne, mas nos seus 260km a dureza continua. Os 53km e 700m em calçada irregular (“pavé”) com barro à mistura, divididos por diversos troços, sendo o maior deles de 3700m, continuam a proporcionar o sofrimento épico do ciclismo e a fazer hérois.

Em 2008, uma vez mais, a mais dura prova de um dia fez história e o Belga Tom Boonnen, da “Quick Step” escreveu pela segunda vez o seu nome na galeria dos vencedores.

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